Política de Uso de Imagens
De onde vêm as fotos que publicamos, como creditamos, quando podemos mostrar o rosto de alguém, o que fazemos com imagem gerada por IA e como pedir a retirada da sua.
Atualizado em 15 de julho de 2026.
1. Por que este documento existe
Foto é metade do jornalismo. Uma imagem mostra a lavoura alagada, o acidente na BR e a obra parada de um jeito que parágrafo nenhum alcança. Também é onde mais se erra: publica-se foto de terceiro sem autorização, credita-se errado, expõe-se quem não deveria ser exposto.
Esta política diz de onde vêm as imagens do AgroNortão News, o que fazemos para não errar e o que fazer quando erramos. Vale para o portal, para as nossas redes sociais e para os nossos emails. O responsável é AgroNortão News, portal de notícias sediado em Sinop, Mato Grosso.
Vale a partir de 15 de julho de 2026.
2. De onde vêm as nossas imagens
Produção própria. Fotos feitas pela nossa equipe. São nossas, e é o material que mais prezamos, porque mostra a região pelo olho de quem mora nela.
Assessorias e órgãos públicos. Prefeituras, polícia, corpo de bombeiros, governo do estado, sindicatos e empresas distribuem imagens à imprensa. Quando usamos, creditamos a origem. Divulgação é material interessado: quem manda a foto escolhe o ângulo que lhe convém, e tratamos assim.
Bancos de imagem licenciados. Para ilustrar assunto sem foto local, dentro da licença contratada.
Imagens de leitores. A região manda muita coisa: enchente, acidente, buraco na rua. Usamos quando confere e quando quem mandou autoriza. Creditamos com o nome de quem enviou, ou como leitor, se a pessoa preferir não se identificar.
Redes sociais e material de terceiros. Só quando a imagem é ela própria o fato noticiado, no limite do direito de informação e sempre creditada. Não é atalho para ilustrar matéria: é exceção com motivo.
Arquivo. Foto antiga reaproveitada vem marcada como arquivo, com a data original. Foto de 2019 em matéria de 2026 sem aviso engana o leitor, ainda que o texto esteja certo.
Imagem gerada por inteligência artificial. Regra própria, na seção 7.
3. Crédito
Toda imagem publicada leva crédito, na legenda ou junto dela. O crédito diz quem fez e, quando é o caso, de onde veio.
- Foto nossa: nome do fotógrafo e o portal.
- Divulgação: nome do órgão ou da empresa, com a palavra divulgação.
- Leitor: nome de quem enviou, com a informação de que é envio de leitor.
- Banco de imagem: crédito na forma que a licença exige.
- Arquivo: crédito original mais a palavra arquivo e a data.
- Imagem gerada por IA: identificação explícita, como está na seção 7.
Crédito errado ou ausente é falha nossa, e a gente conserta assim que souber. Se você é autor de uma imagem publicada aqui sem o seu nome, escreva para a redação que corrigimos.
4. Pessoas nas fotos
Aqui mora o assunto mais delicado. A Constituição protege a imagem da pessoa, no artigo 5º, inciso X, e também protege a liberdade de informação, no inciso IX e no artigo 220. Os dois valem ao mesmo tempo, e o trabalho é equilibrar.
Podemos publicar, em regra:
- Pessoa em lugar público, quando ela integra a cena noticiada e não é o foco isolado dela.
- Agente público no exercício da função. Quem exerce função pública tem menos privacidade sobre esse exercício, e isso é do jogo.
- Pessoa pública em atividade pública.
- Quem autorizou.
- Multidão, evento, manifestação, jogo, feira. Quem vai a evento público sabe que ali tem câmera.
Não publicamos, em regra:
- Criança e adolescente identificável em situação vexatória, em contexto de ato infracional ou de violência. O Estatuto da Criança e do Adolescente, no artigo 143, proíbe. Quando a imagem é indispensável, o rosto vai coberto.
- Vítima de violência sexual identificável. Nunca, em nenhuma hipótese, com ou sem autorização.
- Corpo, cena de morte e ferido em estado grave de forma gratuita. Publicamos o fato, não o espetáculo. A família daquela pessoa também é leitora nossa, e vai abrir o site.
- Pessoa em situação íntima ou humilhante sem interesse público real. Constrangimento não é notícia.
- Preso ou suspeito exibido como troféu. Registramos a ocorrência policial. Existe presunção de inocência no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição, e ela vale mesmo quando é impopular. É exatamente quando é impopular que ela precisa valer.
- Endereço, placa, número de documento e rosto de testemunha quando isso puser alguém em risco. Borramos.
Quando cobrimos o rosto, sinalizamos que a imagem foi editada. Edição escondida é manipulação, mesmo com boa intenção.
5. O que não fazemos com imagem
Foto jornalística pode ser ajustada, não inventada. A régua é simples: correção que qualquer laboratório faria desde sempre é ajuste, mudança do que a cena mostra é fraude.
Aceitamos: corte de enquadramento que não muda o sentido, ajuste de brilho, contraste e cor para aproximar do real, e conversão para preto e branco quando indicada.
Não aceitamos: tirar ou acrescentar elemento, juntar duas fotos como se fossem uma cena, mudar cor para dramatizar, corte que inverte o sentido do que aconteceu, e legenda que faz a imagem dizer o que ela não diz.
Corte enganoso é o mais comum e o mais desonesto: a foto é verdadeira, e a mentira está no que ficou de fora. Não fazemos, e se acontecer por engano, corrigimos com aviso.
6. Imagens enviadas por leitores
Quando você manda uma foto ou vídeo para a nossa redação ou para o nosso WhatsApp, entenda o seguinte.
- Você continua dono da imagem. Não ficamos com ela, você só nos autoriza a publicar naquela cobertura, no portal e nas nossas redes.
- A autorização precisa ser sua. Só mande o que você fez. Repassar foto de terceiro sem autorização joga o problema para você e para nós.
- Conferimos antes. Nem tudo que chega é publicado. Checamos data, local e origem. Foto antiga de outro estado circulando como se fosse aqui é o boato mais comum da internet, e não vamos ser o veículo que o carimba.
- Creditamos você, salvo se você pedir para não aparecer.
- Não pagamos, salvo combinação prévia por escrito.
- Você pode se arrepender. Pediu a retirada, tiramos, desde que a imagem não seja o próprio fato de interesse público já noticiado.
7. Imagens geradas por inteligência artificial
Essa é a parte nova, e é onde a confiança do leitor se ganha ou se perde nos próximos anos.
Nunca usamos imagem gerada por IA para representar fato real. Não existe foto sintética de acidente, de enchente, de operação policial, de rosto de pessoa real, de reunião que aconteceu. Se não temos foto do fato, publicamos sem foto, publicamos foto de arquivo marcada como arquivo, ou usamos arte que ninguém confunde com fotografia. O que não fazemos é fabricar a cena.
Podemos usar, com identificação clara: ilustração conceitual de assunto abstrato, infográfico e arte editorial que obviamente é ilustração.
Quando usamos, dizemos. A legenda traz que a imagem foi gerada por inteligência artificial. Sem letra miúda e sem eufemismo.
Nunca geramos rosto de pessoa real. Nem para ilustrar, nem para simular, nem para brincar. Isso se chama deepfake, e não tem lugar em jornalismo.
Quando a imagem sintética é o fato, como um deepfake que viralizou e virou notícia, publicamos com marcação inequívoca de que é falsa, explicando no texto e na legenda. Só assim mostrar não vira espalhar.
Detalhes de como usamos IA em geral estão na Política de Uso de IA.
8. Uso das nossas imagens por terceiros
Nossas fotos são protegidas pela Lei 9.610/1998. A regra prática é curta.
Pode: compartilhar o link da matéria, com a prévia que a rede social monta sozinha; e usar a imagem em citação curta para comentar a própria matéria, com crédito e link.
Não pode, sem autorização escrita: baixar e republicar a foto em outro site, blog ou perfil; usar em material publicitário, cartaz, panfleto ou peça de campanha; cortar ou cobrir o crédito e a marca; alterar a imagem; vender ou sublicenciar; e usar para treinar modelo de inteligência artificial ou alimentar banco de dados.
Uso político é o que mais aparece por aqui: foto nossa em peça de candidato, sugerindo apoio do portal. Não autorizamos, e agimos quando descobrimos. O portal não faz campanha para ninguém, e a nossa foto não vai fazer no nosso lugar.
Para pedir autorização, escreva para noticias@agronortaonews.com.br dizendo qual imagem, onde vai usar e por quanto tempo. Uso educacional e de outros veículos costuma ser liberado. Uso comercial é negociado.
Uso não autorizado gera notificação para retirada e, se necessário, as medidas judiciais cabíveis, incluindo indenização.
9. Pedido de retirada
Se a sua imagem está publicada aqui e você quer que saia, o caminho existe e é direto.
Escreva para noticias@agronortaonews.com.br, ou para privacidade@agronortaonews.com.br se for questão de dados pessoais, com o link da matéria, a descrição de onde você está na imagem e o motivo do pedido.
Analisamos em até sete dias úteis. Retiramos quando: você aparece de forma identificável sem interesse público que justifique; é criança ou adolescente em situação protegida por lei; a imagem foi obtida em situação de intimidade; expõe você a risco concreto; a legenda ou o contexto estão errados; ou a Justiça manda.
Não retiramos foto de agente público no exercício da função, foto de pessoa pública em atividade pública, e imagem que é ela própria o fato de interesse público noticiado. Nesses casos respondemos explicando o motivo, e você tem o direito de discordar e recorrer ao Judiciário. Preferimos dizer não com o motivo na mesa a dar um silêncio educado.
Meio-termo existe. Muitas vezes a solução não é apagar a matéria: é borrar um rosto, trocar a foto, corrigir a legenda. Quando resolve, é o que fazemos.
Quando a retirada acontece por erro nosso, registramos a correção no pé da matéria.
10. A legenda
Legenda não é enfeite embaixo da foto. Boa parte do leitor lê o título, olha a imagem e lê a legenda, e vai embora com essa informação na cabeça. Muitas vezes a legenda é a matéria inteira que a pessoa vai ler.
Uma legenda nossa deve dizer o que está acontecendo na imagem, onde, quando, e quem aparece, quando cabe identificar. Mais o crédito.
O que uma legenda não pode fazer: afirmar o que a foto não mostra, sugerir que uma foto antiga é de agora, insinuar culpa de quem aparece, e usar a imagem como prova do que só o texto sustenta.
Foto de arquivo leva a palavra arquivo e a data original. Imagem ilustrativa leva a palavra ilustrativa. Cena reconstituída, quando existir, vem dito.
Legenda errada é erro nosso e se corrige como qualquer outro, com o registro no pé da matéria quando muda o sentido.
11. Vídeo
Tudo que está aqui vale para vídeo, com três agravantes.
Corte de vídeo mente mais fácil que corte de foto. Trinta segundos tirados do meio de uma fala de dez minutos podem inverter o que a pessoa disse. Quando publicamos trecho, publicamos o que sustenta o sentido do todo, e informamos que é trecho. Quando o vídeo completo está disponível, linkamos.
Áudio é parte do registro. Não trocamos, não regravamos e não inserimos som que não estava lá.
Vídeo de terceiro circula sem origem. É o material mais fácil de recircular fora de contexto. Antes de publicar, procuramos a origem e a data. Vídeo de acidente de outro estado publicado como se fosse na BR daqui é o boato regional mais comum, e não vamos ser quem carimba.
Velocidade, corte para tempo e legenda de acessibilidade são edições aceitas, desde que não mudem o sentido.
12. Imagens de drone
Drone virou ferramenta comum de cobertura, especialmente aqui, onde a pauta é lavoura, estrada e obra. Ele também é uma câmera que voa sobre a propriedade dos outros, então tem regra.
- Regras de voo são da ANAC e do DECEA, e são cumpridas. Não é assunto de política editorial, é lei aeronáutica.
- Imagem aérea de propriedade privada só quando a propriedade é o assunto de interesse público. Não sobrevoamos a casa de ninguém por curiosidade.
- Não usamos drone para alcançar o que não se vê do chão por vontade legítima de privacidade de quem mora ali. Muro alto é escolha da pessoa, e voar por cima dele é burlar essa escolha.
- Área de operação policial só com autorização, porque ali um drone atrapalha o trabalho e pode custar vidas.
- Imagem aérea é identificada como tal na legenda.
13. Arquivo e reaproveitamento
Nosso arquivo de fotos cresce, e ele é patrimônio da região: daqui a vinte anos, será o registro de como Sinop era hoje.
Foto de arquivo republicada vem marcada como arquivo, com a data original. Sempre. Uma foto de uma ponte em 2022 numa matéria de 2026 sobre a mesma ponte não é mentira, mas vira mentira se o leitor achar que é de agora.
Não reaproveitamos foto de pessoa identificável numa matéria sobre outro assunto. Quem aparece numa foto de fila de posto de saúde em 2024 não autorizou virar a cara de uma matéria sobre outro tema em 2026. Isso é uso desonesto de imagem, ainda que a foto seja nossa.
Foto de pessoa em contexto policial não vira ilustração genérica depois. Se a pessoa foi absolvida, a imagem dela não pode continuar ilustrando o assunto crime. Isso destrói a vida de alguém em silêncio.
14. Texto alternativo e acessibilidade
Leitor cego e leitor com baixa visão acessam o portal com leitor de tela, que lê a página em voz alta. Imagem sem descrição, para essas pessoas, simplesmente não existe.
Trabalhamos para que toda imagem informativa tenha texto alternativo descrevendo o que ela mostra, e não apenas repetindo o título da matéria. Imagem meramente decorativa recebe texto alternativo vazio, para o leitor de tela pular em vez de anunciar um arquivo sem sentido.
Se você usa leitor de tela e encontrou imagem sem descrição aqui, avise em noticias@agronortaonews.com.br. Acessibilidade não é favor: é a diferença entre um portal público e um portal para alguns.
15. Foto de crime e de tragédia
É a parte mais difícil da cobertura diária, e a que mais separa portal sério de portal que vive de clique. Merece regra escrita, para não ser decidida no calor do plantão.
O critério é o interesse público, não a curiosidade. As duas coisas se confundem porque as duas geram audiência. A pergunta que fazemos antes de publicar é simples: essa imagem informa alguma coisa que o texto não informa? Se a resposta é não, ela está ali só para chocar, e não entra.
Não publicamos corpo, sangue e sofrimento em close. A família daquela pessoa mora aqui, vai abrir o portal, e vai encontrar isso. Mostramos a rua, o veículo, o trabalho do resgate, o que faz entender o que aconteceu.
Não publicamos ferido identificável em estado grave. Ele não escolheu estar ali e não pode consentir com nada.
Não publicamos suspeito algemado como troféu. Registramos a ocorrência. Existe presunção de inocência, no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição, e ela vale quando é impopular, que é justamente quando ela precisa valer.
Quando a imagem dura é necessária, como no registro de uma tragédia de interesse coletivo, avisamos antes do que o leitor vai ver, e não colocamos no topo da home sem aviso.
Não usamos foto de tragédia como isca. Foto forte na capa para render clique é uso da dor alheia como produto.
A régua, no fim, é uma pergunta que qualquer editor pode se fazer no plantão: se a pessoa dessa foto fosse da minha família, essa publicação continuaria justificável? Quando a resposta é não, existe outro jeito de contar o mesmo fato.
16. Metadados
Toda foto digital carrega metadados: data, hora, modelo da câmera e, muitas vezes, a coordenada de GPS de onde foi feita. É informação que ninguém vê olhando a imagem, e que vai junto quando o arquivo é publicado.
Removemos a geolocalização das fotos publicadas, salvo quando o local é o próprio assunto e ninguém é exposto por ele. Foto de dentro da casa de uma testemunha com a coordenada embutida entrega o endereço dela para qualquer pessoa que saiba abrir as propriedades do arquivo.
Preservamos os metadados no arquivo original, que fica conosco. É o que comprova quando e onde a foto foi feita, e é o que sustenta a nossa palavra se alguém contestar.
Se você nos envia uma foto, saiba que ela provavelmente carrega a coordenada de onde você estava. Tiramos antes de publicar, mas vale você saber que isso viaja junto em qualquer foto que você mande para qualquer pessoa, não só para nós.
Não removemos o crédito nem a autoria dos metadados. São a assinatura de quem fez a imagem, e apagar isso é apagar o autor. O que sai é o que expõe alguém, não o que dá crédito a quem trabalhou.
17. Contato
Crédito, autorização, correção e retirada de imagem: noticias@agronortaonews.com.br.
Imagem como dado pessoal e direitos de titular: privacidade@agronortaonews.com.br.
Sinop, Mato Grosso.